MACHO-ocado

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malabarismos

Por Manúcia Passos

Aquela figura, geralmente estereotipada, que caça brigas e vive quebrando o pau, que precisa muito chamar a atenção das pessoas e de conquistar os braços do mulheril, que canta de galo e se faz de garanhão, que se estrepa aqui e ali, que se enrola literalmente de diversas forma, e que, com frequência, acaba machucando as mulheres de sua vida… é um sujeito machucado, muito machucado.

De onde vem tal machucado? De uma mãe que, por conta de seus emaranhados, não pôde ser tão presente como mãe e que, sem querer, não soube dar limites e deixou um grande vazio.

E o que busca um “MACHO-ocado”? Tampar o buraco sem fim que é não tomar a mãe que se tem. No fundo no fundo, ele busca a mãe, só que nos braços e seios de muitas outras mulheres!!! E quanto mais assim a procura maior o vazio em que se mete, tão dolorido que não raro é preciso se anestesiar com inúmeros tragos, drinks, drogas e dramas.

O remédio para tal MACHO-ocado? Olhar e tomar a mãe – com todo o bem-querer e tal qual ela é – e se colocar no seu papel de filho da mãe. Isto, de filho, e não de pai, marido, namorado, advogado, professor, juiz, terapeuta… da mãe.

Só quando o filho se vê pequeno em relação à própria mãe, e também em relação ao próprio pai, é que ele – se curvando perante a grandeza do imensurável – se cura, se preenche e se sustenta bem na vida, e, enfim, para com aquela busca terminável de colo em colo e de quebra galhos.

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